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Huawei retoma liderança em smartphones dobráveis

17 ago 2026 · 8 min de leitura

Huawei retoma liderança em smartphones dobráveis
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Depois de anos enfrentando restrições de acesso a componentes e softwares ocidentais, a Huawei voltou a ocupar posição de destaque no mercado de smartphones dobráveis, um segmento que a própria empresa ajudou a popularizar na China.

Nos testes com o modelo mais recente da linha, chama atenção o acabamento da dobradiça: a marca de vinco na tela ficou consideravelmente menos visível em comparação às primeiras gerações de dobráveis lançadas pelo mercado como um todo.

O formato em livro, com tela externa menor para notificações rápidas e tela interna grande para multitarefa, continua sendo a aposta principal da marca, numa configuração parecida com a adotada por outros fabricantes chineses como a Honor.

A câmera, desenvolvida em parceria com a marca sueca Leica, entrega cores mais naturais em comparação a rivais que tendem a saturar demais as fotos, um diferencial que já havia aparecido em gerações anteriores da linha dobrável da Huawei.

A dependência de um ecossistema de aplicativos próprio, sem os serviços do Google, ainda é um obstáculo em mercados ocidentais, já que usuários fora da China precisam instalar aplicativos através de lojas alternativas ou arquivos de instalação baixados manualmente.

Dentro da China, essa limitação praticamente não afeta a experiência do usuário, dado o ecossistema local já consolidado, com alternativas nativas para praticamente todos os serviços do Google que faltam no aparelho.

Do ponto de vista de hardware, o aparelho aposta em uma bateria de maior densidade energética, o que ajuda a compensar o consumo naturalmente mais alto de uma tela grande e dobrável, chegando a um dia inteiro de uso moderado segundo os testes realizados.

O peso do aparelho, historicamente um ponto fraco de dobráveis em formato livro, também foi reduzido nessa geração, graças a uma dobradiça mais compacta feita de uma liga de titânio, tornando o uso com uma mão só mais confortável do que em modelos anteriores.

O preço de lançamento segue na faixa premium, mas ainda assim mais competitivo do que dobráveis equivalentes de marcas coreanas, o que reforça a disputa direta que a Huawei vem travando por esse nicho específico do mercado global de smartphones dobráveis.

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